Valiosas dicas sobre UX (user experience)

Olá criativo! Estou escrevendo este artigo para compartilhar com você o fantástico conhecimento que adquiri no curso de UX (User Experience) com Edu Agni, o mestre do Design Centrado no Usuário. Continue lendo e prepare-se para descobrir um mundo de possibilidades, onde as pessoas são o principal elemento de um projeto (ou, pelo menos, assim deveria ser).

HOMER SIMPSON - DICAS SOBRE UX

É muito fácil descobrir que nem todo site faz sucesso. Porém, o mistério está em desvendar o porquê que isso acontece. Se você pensou em UX, sua resposta indica que você está no caminho certo. Isso mesmo! Nem todo projeto leva em conta o que o usuário realmente deseja e quais são as necessidades dele. Pois, para alcançar o santo graal de um site não basta que ele seja bonitinho, moderno e encontrado nas diversas galerias para inspiração. Ele precisa proporcionar uma experiência incrível para as pessoas que estão navegando por ele. Fique tranquilo, logo abaixo você encontrará algumas dicas sobre UX que ajudarão você a entrar de uma vez por todas nesse impressionante universo.

 

Mas o que é UX (User Experience)?

Antes de mais nada, é preciso entender que UX não é uma disciplina, é uma cultura; uma espécie de coordenação mediana de diversas disciplinas. Mas, como assim? Limitar UX a algumas áreas específicas, como usabilidade e arquitetura de informação por exemplo, restringe a experiência do usuário em apenas uma parte do processo. Por isso, é correto afirmar que UX abrange todo esse processo, ou seja, ele está inserido em todas as etapas da criação de um produto: venda, planejamento, desenho, desenvolvimento, lançamento, pós venda, manutenção… Todos precisam ter em mente que o foco de qualquer projeto é o usuário, não as interfaces.

 

Então, como funciona o Design Centrado no Usuário?

O grande segredo está em entender as pessoas e descobrir o que elas realmente precisam. 

Durante o curso, um dos participantes comentou sua experiência sobre usabilidade na elaboração de estratégias para alcançar mais conversões em um e-commerce, projeto que ele estava envolvido. Ele disse que uma equipe saiu às ruas para recrutar pessoas comuns para realizarem testes no site e levá-las para uma sala extremamente monitorada por profissionais que tinham como missão identificar as reações dos usuários e os erros encontrados no site. Essa é uma metodologia tradicional de testes de usabilidade para conseguir feedbacks e através deles melhorar um produto. No entanto, segundo o Edu Agni, o custo dessa metodologia é alta e os resultados nem sempre é o que fará o projeto obter sucesso.

Sei que você já deve ter lido, ou ouvido algum comentário, sobre esse modo de conseguir feedbacks, afinal, basta folhear o clássico livro “Design para a Internet” do Felipe Memoria, e logo você irá encontrar cases de sucesso que utilizaram o teste acima. Porém, a cada dia o mercado fica mais concorrido e os usuários exigem cada vez mais – principalmente com a popularização dos mobiles. Portanto, somente obter feedbacks através de questionários e alguns testes de usabilidade não é suficiente. Claro que eles são extremamente importantes, mas podemos melhorar esse processo. Quer saber como?

 

Observe as pessoas

O Edu citou diversos exemplos fantásticos sobre o que podemos fazer para identificar as verdadeiras necessidades das pessoas e como transformá-las em desejo, e depois agregar esse valor a um produto. Um deles, o mais importante e o mais básico, é a observação. Simples assim. Estude o projeto, encontre o público-alvo e depois vá até ele. Busque um relacionamento e procure entendê-lo para criar soluções que satisfaçam os desejos dele. Não fique apenas no “achismo”.

Como exemplo, o Edu citou um simples experimento que ele mesmo fez para um determinado projeto. Pediu para que alguns amigos acessassem o site e, enquanto isso, ele filmava através do seu celular – e de maneira totalmente informal – o modo como os usuários navegavam e buscavam as informações. Desta maneira, diferente de salas monitoradas, o usuário se sente mais confortável em cometer erros. É um processo mais natural. E essa simples atitude proporcionou várias melhorias no projeto.

Acompanhe de perto como as pessoas acessam o site/aplicativo durante seu cotidiano. Busque dados reais sobre a personalidade delas, observe como elas se comportam nas redes sociais… Enfim, as possibilidades são infinitas e podem variar a cada projeto (abuse da sua criatividade). Entretanto, o importante é você descobrir meios de colher dados mais significativos sobre a vida das pessoas. Só assim você conseguirá ter insights brilhantes.

Como dica extra, indico a leitura do livro “Design Thinking” do Tim Brow. Através dele você conseguirá descobrir o verdadeiro valor em entender os usuários de modo mais profundo, além de muitas dicas e cases de sucesso. {O escritor é CEO da IDEO, a mais respeitada empresa de design e inovação do mundo.}

 

Humanize o processo

No curso, o Edu Agni disponibilizou alguns exemplos de planilhas que podemos utilizar para criar os mapas mentais e organizá-las de modo mais eficiente, ou seja, transformar esses dados estatísticos em algo que poderá ser de fato utilizado. Ele também explicou a metodologia em criar personas, ou seja, grupos de usuários que representam algumas características em comum, como profissão, interesses, motivações, tarefas diárias, objetivos…

Uma vez divido o público-alvo em grupo com base nos dados estatísticos, e humanizando essa etapa com a criação de personas para representar os perfis dos usuários, o processo fica mais próximo da realidade. O ideal é que aja entre 3 a 7 personas. Essas personas deverá ter nome, idade, sexo… Ou seja, um perfil completo.

A partir do momento que as personas forem criadas tudo deverá ser pensado em torno delas. Cenários deverão ser construídos, ou seja, situações importantes em que esses usuários fictícios estarão envolvidos. Assim, será muito mais fácil e eficaz planejar as etapas do projeto: pensar em soluções mais viáveis, no desenho da interface e em suas funcionalidades . Crie wireframes, realize testes, faça ajustes, teste novamente… É um ciclo.

Nos testes, ao invés de colocar as pessoas em uma sala monitorada, busque se relacionar com elas e coloque-se na pele delas. Entenda o estado emocional dos usuários durante esse processo. O que eles sentem ao utilizar seu produto? O que os afeta? O que os motiva

 

Projete para a experiência das pessoas

“Não se pode criar experiência. É preciso passar por ela.” – Albert Camus

Cada pessoa tem uma experiência única ao utilizar um site/aplicativo; e isso dependerá muito do contexto que ela estará inserida. Por exemplo, a experiência que um portal de notícias proporcionará a determinado usuário durante seu acesso em seu ambiente de trabalho será diferente quando o mesmo site for acessado durante a transmissão da novela preferida deste mesmo usuário.

Por isso, foque em projetar características relacionadas ao emocional das pessoas. O orkut é um bom exemplo: quem nunca criou um scrap utilizando códigos HTML? Até a minha mãe já criou as famosas “carinhas”. No entanto, ela não conseguia realizar tarefas mais básicas – como instalar uma impressora, por exemplo. Mais um bom motivo para você acreditar que facilidade de uso nem sempre garante o sucesso de um produto.

Ao elaborar um site, tenha em mente as seguintes perguntas:

  • Consigo usá-lo? (acessibilidade)
  • Devo usá-lo (utilidade)
  • Desejo ele? (emoção)

Se suas respostas forem plausíveis, seu produto estará no caminho do certo.

{Para entender mais sobre esse assunto, leia esse artigo que escrevi sobre como aplicar o Design Emocional em sites.}

 

Quer saber mais sobre como projetar para a experiência perfeita?

O curso de UX teve a participação do Horácio Soares, referência em usabilidade e acessibilidade aqui no Brasil. Ele comentou sobre a teoria chamada Flow, também discutida no livro “Design para a Internet”, do Felipe Memoria.

A teoria sobre Flow (ou fluidez) é a imersão total de um indivíduo em uma atividade. É aquele momento em que nos envolvemos por completo em alguma tarefa, e que parece que mais nada ao nosso redor nos interessa. Quantas vezes você já passou por essa experiência enquanto lia um livro, escutava uma música ou jogava video-game? Pois é, quando os usuários estão super envolvidos em um site, eles não se importam com as dificuldades que a ferramenta apresenta, simplesmente pelo prazer proporcionado por ela.

Essa hipnotização causada pelo estado de Flow se resume em uma só palavra: felicidade. É esse sentimento super abstrato – e que contém vários outros em si – que faz com que as pessoas sintam os benefícios da fluidez. Quer saber o segredo para proporcionar essa sensação?

Interatividade + Entretenimento

Os usuários precisam participar ativamente dos processos de um site. Eles querem deixar seus comentários, personalizar as interfaces de acordo com suas preferências pessoais, poder navegar em um site de modo bem fácil a qualquer momento e de qualquer dispositivo, se relacionar com outros usuários…. Ou seja, a web evoluiu muito nesses últimos anos e por isso não podemos tratar os usuários como simples consumidores passivos. Eles precisam se sentir no controle o tempo todo.

 

Conclusão

O curso foi ótimo e o investimento foi muito satisfatório. E mais do que escrevi aqui neste artigo, o Edu citou muitas outras dicas sobre UX, além de algumas atividades práticas – o que foi ótimo para memorizar a enxurrada de informações.

Portanto, mais do que criar sites “moderninhos” para ganhar prêmios, é preciso pensar nos usuários como elemento principal em um projeto.

Para finalizar, se você deseja se inteirar mais sobre Experiência do Usuário, confira a lista de livros, twitters, blogs e eventos do Lazy Bear.

Até o próximo artigo. ;D

Alguma dúvida? Quer acrescentar alguma informação? Deixe um comentário.

Diogo Rodrigues

Além de ser web designer e fundador do Lado Design, sou apaixonado por cores, traços e ideias criativas; também sou fascinado no desenvolvimento front-end. Adoro SEO. Me siga no Twitter, no Facebook ou no Google+.

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  1. Kevin Oliveira disse:

    Se colocar na pele do usuário, que somos, para proporcionar a melhor experiência para eles é o que sempre digo. Um site acessível e confortável ao usuário vale mais do que qualquer lindo design, mas se mesclarmos os dois teremos um resultado incrível.